domingo, 27 de março de 2011

Mon anniversaire !


" Quando eu chegar aos 30 ... serei uma mulher de verdade. Nem Amélia, nem ninguém
Um belo futuro pela frente e um pouco mais de calma (talvez).
  Quando chegar aos 50 ... serei livre, linda e forte. Terei gente boa do lado, saberei um pouco mais do amor e da vida (quem sabe).
  E quando chegar aos 90 ... já sem força e sem futuro, sem idade, vou fazer uma festa de prazer, convidar todos que amei, registrar tudo que sei, e morrer de saudade !!! " 
(Martha Medeiros)

P.S.: Obrigada a todos pelas felicitações!



terça-feira, 22 de março de 2011

É tempo de recolher.


Ás vezes é preciso recolher-se.
O coração não quer obedecer, mas alguma vez aquieta.
A ansiedade tem pés ligeiros, mas alguma vez resolve sentar-se á beira dessa águas.
Ficamos sem falar, sem pensar, sem agir.
É um começo de sabedoria .. e dói!

Dói controlar o pensamento.
Dói abafar o sentimento.
Além de ser doloroso, parece pobre, triste e sem sentido.
Amar era tão infinitamente melhor.
Curtir quem hoje se ausenta era tão intensamente mais rico.

Não queremos escutar essa lição de vida, amadurecer parece algo sombrio, definitivo e assustador.
Mas, ás vezes, aquietar-se e esperar que o amor do outro nos descubra nesta praia isolada, é só o que nos resta.
Entramos no casulo fabricado com tanta dificuldade, e ficamos quase sem sonhar.
Quem nos vê, nos julga alheios.
Quem já não nos escuta, pensa que emudecemos para sempre.
E a gente mesmo desconfia de que nunca mais será capaz de nada claro, alegre, feliz.

Mas quem nos amou, se talvez nos amar ainda, há de saber que se nossa essência é ambiguidade e mutação,e este silêncio é tanto uma máscara quanto foram, quem sabe um dia, os seus acenos.
(Lia Luft)

sábado, 19 de março de 2011

Garciando.


Acabou pensando nele como jamais imaginava que se pudesse pensar em alguém.
Pressentindo-o onde não estava.
Desejando-o onde não podia estar.
Acordando de súbito com a sensação física de que ele a contemplava na escuridão enquanto ela dormia.
De maneira que na tarde que sentiu seus passos resolutos, no tapete de folhas amarelas da pracinha, custou a crer que não fosse outro embuste da sua fantasia !
(Gabriel García Marquez)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Sobre as respostas que procuro.


Quero escrever-te como quem aprende.
Fotografo cada instante, aprofundo as palavras como se pintasse mais do que um objeto,sua sombra.
Não quero perguntar por quê.
Pode-se perguntar sempre por que e sempre continuar sem respostas.
Será que consigo me entregar ao expectante silêncio que se segue a uma pergunta sem resposta?
Embora adivinhe que em algum lugar ou em algum tempo, existe a grande resposta em mim !
(Clarice Lispector)

domingo, 13 de março de 2011

Do que estou falando.


Não estou falando de um mundo cor-de-rosa ou de pessoas perfeitas sempre prontas para nos acolher, amar, caminhar ao nosso lado.
Não falo disso ...

Falo da tristeza nos olhos de quem vira as costas e a gente não vê.
Falo da beleza por dentro de um peito encouraçado que a gente não sente.
Falo da solidão de quem afasta um amor e se deita em camas tão frias.
Falo do instante em que os olhos se perdem do nada e nenhuma mentira é capaz de enganar a si mesmo.
É desse instante solitário, desse instante sem abraço, que eu falo.

Todo mundo vai virar as costas ou dizer que merece coisa melhor, ou debochar das mentiras que eles contaram.
Mas a gente pode sempre voltar e acolher com amor.
Podemo ser os primeiros a começar ...


(Rita Apoena)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sobre o que ela pode fazer.

Ela sempre fez o que quis.
Mas não com agressividade, entende?

Quero dizer, ela está sempre tão dentro dela mesma, que qualquer coisa que faça não é nem certa nem errada.

É simplesmente o que ela poderia fazer !

(Clarice Lispector)

sexta-feira, 4 de março de 2011

E O Carnaval Chegou !!!


Máscara Negra

Quanto riso, oh, quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão
Arlequim está chorando
Pelo amor da Colombina
No meio da multidão

Foi bom te ver outra vez
Está fazendo um ano
Foi no carnaval que passou
Eu sou aquele pierrô
Que te abraçou e te beijou meu amor

A mesma máscara negra
que esconde o teu rosto
Eu quero matar a saudade

Vou beijar-te agora
Não me leve a mal
Hoje é carnaval