" Não sei exatamente em que momento comecei a despertar.
Só sei que não importam os rabiscos que já fizemos e nem todos os papéis amassados na lixeira, porque todo texto bom de ser lido antes foi rascunho.
E, por mais belo que seja, é natural que, ao re-lê-lo, percebamos uma palavra para ser acrescentada, trocada, excluída.
A ausência de uma vírgula.
A necessidade de um ponto.
Uma interrogação que surge de repente.
Viver é refazer o próprio texto muitas, incontáveis, vezes.
Não sei exatamente em que momento comecei a despertar.
O que sei é que não quero aquele sono outra vez. "
(Ana Jácomo)

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